segunda-feira, 9 de maio de 2011

Previsão do findi

Na sexta, previ tudo o que faria no findi em Porto Alegre/Pelotas, a pedido do meu pai. Segue o balanço de acertos e erros.

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7/5, sábado

9h12: abrir o olho, olhar o relógio e voltar a dormir. (Exato)

11h34: acordar e levantar da cama. (Mais preciso impossível)

11h35-13h26: vegetar, tomar um iogurte e reclamar que não tem toddy nem leite na geladeira, tomar banho, atualizar os assuntos com meu irmão dizendo "ah é?!" e rindo no final, zapear na TV e sair pra almoçar. (Errei. Tinha leite na geladeira)

15h23: concluir o almoço e ir morrer em casa, ou no cinema, ou em alguma exposição, enfim. (Fomos ao Iberê Camargo)

20h48: dizer "tá, o que a gente vai fazer, afinal?", e começar uma rodada de conatos por telefone, MSN, facebook e assemelhados e acabar indo lá pelas 22h47 em um bar e/ou festa. (Foi um pouco mais cedo, mas certo: pelas 21h36 chegamos à Casa de Teatro, depois à Toca)


8/7, domingo

9h24: abrir o olho, olhar pro relógio, ir na cozinha pegar uma garrafa d'água e voltar a... não! Peraí! Tá na hora de pegar o ônibus pra Pelotas! Rápido, pega a mala, me leva lá?! (Sarcasticamente correto)

13h15: chegar em Pelotas, ser buscado pelo Pai e ir direto no Barracão. Ligar pra mãe, cumprimentar as tias e a vó, comer um monte de carne e meia torta de limão. (Errado: esquecemos a torta de limão em casa. Tivemos que nos contentar com o pudim)

16h27: chegar em casa, ainda explodindo, e deitar no sofá até a hora do jogo do Brasil (de Pelotas, claro). Ligar pro Negão e pro Pereira e tentar combinar algum tipo de encontro, apesar do Gre-Nal. (Isso mesmo. Dormi no sofá no Gre-Nal, depois acordei e fui na casa do Negão. Pereira foi buscá-lo)

19h: ir no jogo do Brasil, sofrer até os 33 do segundo tempo, quando, em uma jogada bisonha, o Ramos acabar empurrando a bola pra dentro do gol. Aguentar até o final do jogo e comemorar o 1 x 0. (O melhor dos erros: fizemos 3 a 0, soberanamente, contra o poderoso Esportivo de Bento Gonçalves.)

21h03: Voltar caminhando e comentando o jogo pela Princesa Isabel, com o radinho ligado, sentindo o cheiro do churrasquinho de gato da porta do estádio, e dizer que "se continuar assim não vai dar". (Exato, exceto pelo comentário: achamos que o time está bem)


21h47: sair correndo pra rodoviária pra pegar o ônibus das 22h para POA. (Não tinha passagem pras 22h, então fui às 21h30. Tivemos que correr ainda mais)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sentido relativo

O sentido de ter um blog vai mudando.

Nessas horas lembro da professora de física Tânia Conrado dizendo que o movimento é verificado em relação a um observador, de ponto determinado, geoestacionário. Professora, perdoa-me se não sei o que falo.

Na última vez em que escrevi de verdade talvez o Facebook ainda fosse aquela coisa meio complicada de se mexer, que servia só para encontrar os amigos internacionais. Os nacionais, só no Orkut.

Lembro-me que, no carnaval de 2010, alguém ainda "apresentou" as moças que desconhecíamos e nos acompanhariam na épica viagem à Guarda do Embaú (ah, a Guarda) por seus perfis no Orkut, aquele. E, à época, pareceu algo muito natural.

Pois então, o sentido de ter um blog vai mudando, como o sentido das coisas vai mudando, de acordo com as referências. Em um mundo facebookado, depois do advento do Like, da sua diáspora, e da multiplicação e qualificação features sociais invadindo os websites (quase já não sei mais do que estou falando), sobra pouca utilidade para um espaço (desculpa) de compartilhamento de impressões, opiniões, links, referências,  que tem o texto como principal método de comunicação, e que depende de artesanías para linkar, embedar, recortar, colar.

Né?

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Bah, mas escrever ainda é bom. Especialmente quando alguém lê.

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Se tu vieste até aqui, mereces um presente. Olha só que incrível esse clipe do OK GO. Eles gravaram tudo devagarinho e depois aceleraram a reprodução. Simples e genial.