sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Filosofia no barro

Era hora de começar. O candidato a vereador queria saber as opiniões do agricultor Décio, ladeado pela mulher Lurdes, 49 anos, mesma idade do marido, e a filha Débora, sete anos. Roges Gheno se empertigou na cadeira, segurou a velocidade da fala e lançou na sala-cozinha um enigma:

– Seu Décio e Dona Lurdes – pausa: um, dois, três –, que idéia vocês têm?

As três chaleiras do fogão azul, a foto do papa João Paulo II no relógio de parede e as duas tinas de alumínio da pia ficaram ainda mais inanimadas durante o silêncio. Eram 8h45min e, apesar do frio e da garoa, não era tempo de filosofia.

– Na franqueza, de bom tem muito pouco – acha Décio.

14/09/2008

Mañana en Caracas (en portuñol)


10/12/2005, 5h30min. Terminal de autobuses de Caracas, en Los Rosales.

Después de comer la primera empanada de pollo del día, salimos nosotros tres al centro de Caracas en el metro. Fuímos yo, Quiaro y Holdrid, mientras las mujeres se quedan en el terminal, con nuestras mochilas, a esperar el transporte hacia Maracay.

Todavia es muy temprano, no es posible cambiar plata ni sacarla en el cajero, pero se puede llamar por los telefonos mobiles atados en sombrillas con corrientes.

Es una cena fantastica: Eduardo y Luís llaman. Los telefonos estan sobre una mesa de plastico azul, con toalla azul y una sombrilla azul, de esas que se ve en la playa. Hay también banquitos de plastico azul. Sientome en uno dellos.

El dueño del, bueno, "kyosco", es un negro que podría ser brasileño. Ata en el palo de la sombrilla un chancho de plastico, que después yo perceberia que es muy común en epoca de navidad en Venezuela. Es rojo, tiene un hueco en el topo de la cabeza y lo llaman Aguinaldo. Sirve para recibir monedas para ayudar en las fiestas.

Cinco metros arriba por la calle, tres hombres fuman crack en sus pipas. Veinte metros mas allá, dos policiales paran un jipe destos Suzuki, revistan y achacan dos jóvenes borrachos de la elite local.

Tempo a dois

O que pode ser mais divertido do que isso?


O taco renasceu sábado, 24 de janeiro, na rua Gravataí, no Cassino

Derruba a latinha. Pega no ar. Taco no buraco. Tira o chinelo. Cuida o formigueiro. Parada. Pênalti. Com risco ou sem risco? Perdida. Reta. Não-reta. Valeta. Tem que picar no campo. Olha o carro. Cruza os taco. Corre só uma. Vai duas, vai duas. Caiu no telhado. Lança direito. Tá atrás da árvore. Volta, volta. Primeira pra trás. Segunda pra trás. Terceira pra trás: tempo a dois entrega os taco.

Cena de aula

Decidi republicar textos antigos.

***

Vai começar a sessão de distribuição de notas da turma. Um por um. Conversa privada com os professores. Cinco minutos por aluno. 42 alunos.

- Começa pelo final da chamada!, sugere Thaís, interessada.
- Nããããão!, responde Camila, alerta.
- Mas sempre começa do início!
- Pois então. Vamos manter as tradições, devolve, com um "te rala" escondido na mente.

Os professores fazem não ouvir.

- Vai começar mesmo pelo início, constata Júlia, com cara de "tanto faz".

Proposta derrubada, Vanessa faz cara de emburrada.
(17/05/2006, Viena)

Apocalipse

Quando um blog fica por três meses sem atualização, o que se deve fazer com ele?